Breve História do
Café no Brasil

 

O café chegou ao Brasil em 1727, mais precisamente em Belém (PA), onde desembarcou o Sargento-Mor Francisco de Mello Palheta, trazendo da Guiana Francesa uma muda de café arábica escondida na bagagem.

Já naquela época o café possuía grande valor comercial.

Devido às nossas condições climáticas, o cultivo de café se espalhou rapidamente por Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Num espaço de tempo relativamente curto, o café passou de uma posição secundária para o posto de produto-base da economia brasileira.

Durante décadas o Brasil cresceu movido pelo prazer e hábito do cafezinho, servido praticamente em todos os lares.

O café continua sendo um dos produtos mais importantes para o Brasil e é, sem dúvida, o mais brasileiro de todos. Atualmente, o país é o primeiro produtor e o segundo consumidor mundial do produto.

Em 2020, o Brasil exportou 44,5 milhões de sacas de café e bateu novo recorde histórico, considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído, segundo relatório consolidado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Este novo recorde das exportações do produto no ano representa um crescimento de 9,4% em relação ao volume total exportado em 2019.

A receita cambial com as exportações no ano passado alcançou US$ 5,6 bilhões, alta de 10,3% em relação a 2019 e equivalente a R$ 29 bilhões, representando aumento de 44,1% na conversão em reais, alcançando a participação de 5,6% nas exportações do agronegócio e de 2,7% nos embarques totais do país. Já o preço médio da saca no ano foi de US$ 126,52.

Do volume total embarcado em 2020, 40,4 milhões de sacas foram de café verde, aumento de 10,2% comparado a 2019.

Os cafés verdes são compostos pelos cafés arábica, cujas exportações totalizaram 35,5 milhões de sacas, alta de 8,4% ante 2019 e recorde histórico para essa variedade, e robusta (conilon), com 4,9 milhões de sacas exportadas, crescimento de 24,3% e também maior volume embarcado na história.

O Porto da cidade de Santos, onde se situa a matriz da Comexim, é responsável por aproximadamente 84% das exportações do Brasil.


Fonte: ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café) e CECAFE (Conselho dos Exportadores do Café do Brasil).

 

Um Produto de
Efeitos Múltiplos

Estudo divulgado pela revista New England Journal of Medicine, uma das mais importantes publicações científicas do mundo, analisou os hábitos de consumo de café de mais de 400 mil homens e mulheres americanos (com idades entre 50 e 71 anos).

Considerada a maior pesquisa sobre a relação entre café e a saúde humana, o trabalho mostrou que o consumo de café pode estar inversamente relacionado à mortalidade total (quando ajustado pelos outros fatores de risco).

Além disso, os tomadores de café apresentaram menor mortalidade por causas cardíacas, doenças respiratórias, acidente vascular cerebral, causas externas, diabetes e doenças infecciosas.
A associação entre café e o menor risco de morte foi semelhante tanto para os consumidores de café com cafeína quanto descafeinado.

O resultado dessa e de outras pesquisas indicam que o consumo diário de café é um hábito saudável, com vários benefícios potenciais. A possível explicação é que, além de cafeína, o café contém centenas de compostos únicos e com propriedades antioxidantes que podem fazer bem à saúde.

 

O café melhora o humor e o
desempenho mental e físico.

 

Gera bem-estar, alegria, energia, atenção e sociabilidade. Estimula a atenção, a concentração e o aprendizado escolar.

O café aumenta a resistência durante atividades aeróbicas e melhora o desempenho em atividades anaeróbicas.

Mas atenção: se o café não for consumido de forma moderada (até quatro xícaras grandes para adultos por dia – e a metade para crianças, com leite), os efeitos podem ser indesejáveis em algumas pessoas.

O consumo excessivo de cafeína pode causar ansiedade, tremores e insônia, principalmente se ingerida à noite.

 
 

Propriedades
Antioxidantes
do Café

O consumo de café, como importante fonte de antioxidante na dieta, pode inibir as inflamações e, portanto, reduzir o risco de doenças cardiovasculares e outras doenças inflamatórias prolongadas.

As inflamações estão muitas vezes associadas a estresse oxidativo, e qualquer processo que reduza estas inflamações beneficia consideravelmente nossa saúde e bem-estar.

Fonte: ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café)

 

TENDÊNCIA

 

Fortificar o café com ingredientes funcionais também é uma tendência e tem sido foco de inovação.
A lista de atributos funcionais do café cresce cada vez mais, em grande parte, devido aos avanços em inovação e tecnologia. Hoje em dia, com a ajuda de ingredientes como proteínas, prebióticos, probióticos e muitos outros, além dos avanços nas texturas e preparações, o café pode ser ainda mais benéfico e saboroso.

Fontes: ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café) e Food Ingredients.